interieur-patisserie-bigot-amboisecom.jpg Maison fondée en 1913. Eh bien..

.taberna-alentejanadoweblogcompt.jpg Tasca, típica, nem mais… Digo eu que lá se deve manjar bela açorda ou arroz de tomate com carapauzinhos fritos. Ou arroz de feijão. Hum…

Manguito pour vous
Por esta banda há muito quem fuja da aguinha, digo eu, excepto da de perfume. Em qualquer tasca de Portugal, por mais moscas que esvoacem, por mais sujo que o vidro do expositor de pastéis de bacalhau e rissóis esteja, pega-se nos ditos cujos com uma tenaz, essa fabulosa invenção, e atrevo-me a dizer que não é muito bem visto pegar directamente em comida e dinheiro, de seguida, ou em simultâneo, que Deus Nosso Senhor nos brindou, na maior parte dos casos, com duas mãos. Aqui uma prestimosa senhora na padaria não perde tempo munindo-se de luva de plástico, já estou como o outro, que não acreditava em fantasmas nem em germes, porque nunca vira nenhum dos dois. De seguida vêm os troquinhos, pois claro. Mas isso viria eu a constatar ser a mais inocente das badalhoquices. Quando a senhora da padaria se corta e sangra copiosamente, quiçá após trinchar um pão de forma, que as coisas querem-se já prontas e práticas, continua servindo o pãozinho aos clientes, que não se mostram chocados. A pessoa que me acompanhava ria à gargalhada perante a minha boca aberta, aproximando-se devido à minha palidez crescente, se desmaiasse estava ali para me amparar. Felizmente não entraram moscas. Na boca dele, claro. E talvez nem tenham entrado na Patisserie, que a finesse obriga a que se tenham dispositivos eléctricos destinados a electrocutar as esvoaçantes mosquinhas. Mas o sangue escorrendo do corte não faz mal.
Pouco tempo depois, aguardando meu irmão que chegaria de comboio a Montpellier, um gajo passa junto da estação, que como sabemos, costuma ser um local asseado, e vai degustando uma tarte de amêndoa, sem papelinho por baixo. Eis quando senão repara que tem o atacador solto, e ei-lo fresco da silva, pousando a tarte num beiral de janela coberto de caca de pombo, agachando-se e compondo a toilette, não vá ele cair no meio da sujidade da rua. Na minha estupidez penso, Olha que porco, não podia ter colocado a tarte no caixote do lixo ali ao lado? Está calada que fazes bem melhor, qual deitar fora qual quê, depois do sapato atadinho, a tarte segue goela abaixo, acompanhada de nutrientes extra que não vinham na receita original.
Isto já soa a saiolice da minha parte, bem sei, mas não sou nova em andanças, e devo dizer que aqui encontrei o conceito de higiene mais original de sempre.
Nesta residência é estrictamente proibido fazer barbecues, ah como abomino o estrangeirismo flatulento, ainda que cada casa esteja bem isolada em relação à seguinte, e não há por cá os ventos de Sines, colocar antenas, parar o carro à porta para descarregar meia tonelada de coisas, nem que seja por alguns minutos, e uma série de coisas que ainda não pude ler por estarem em letra muito reduzida, à entrada.
Ando com ganas de fazer uma sardinhada com pimentos assados. Vou encher-lhes a branca roupa estendida de odores honestos.

A utilidade das coisas

janeiro 25, 2007

A idéia era escrever sobre identidades. Qual é a nossa cara? Qual é a nossa real identidade, independente daquela que acreditamos ser ou que os outros acreditam que temos? Esse assunto é um desafio para mim e gosto de pensar sobre isso. Muita coisa já está escrita, teorias, bla bla bla…E a intenção era colocar isso no mundo virtual, paradoxalmente mais real do que os livros e divagações acadêmicas. É. A tela que nos separa ao mesmo tempo nos aproxima.  Esse mundo global é assustador, apesar de ser um “global”  pero no mucho

Aqui temos “contato” com as experiências de vidas dos diversos seres pensantes desse louco planeta. Estejam eles no Brasil, no Japão ou na França.  

Contactei a Quel e falei sobre essa minha vontade. Ela, doida, topou na hora. Sim, devemos fazer isso e pode ser uma experiência interessante. Levar alguma coisa a sério na internet? Eu, particularmente, estou no mundo blogueiro há pouco tempo. Não acreditava muito nessa coisa de blog,  coisa de mineiro desconfiado, mas depois vi quanta coisa interessante as pessoas escrevem, tantas coisas, tantas idéias…Fui incentivada a entrar nesse mundo por um amigo que acreditava no poder desse novo lugar ser um locus de saber, de discussões. Sim, não podemos negar da força desse mundo virtual, apesar de ainda não ser  de acesso para todos. Então aqui estamos nós. Quel convidou a Kanu, e por enquanto somos três. Como diz a Kanu, de três continentes.

Sem nenhum fuso que nos limite, com muita confusão (e profusão) de idéias. Sem uso? Achei legal uma coisa “sem uso”, pois não gosto de acreditar na “utilidade” de todas as coisas. Algumas coisas “são”  e outras “não”. E ponto.  O que é útil para mim não é necessariamente para o outro. O conhecimento pode ser descartável. Mas por favor, joguem no setor de reciclados.

mais uma

janeiro 22, 2007

Assim somos três. De três continentes.

janeiro 22, 2007

Aportei!

janeiro 22, 2007

Oi queridas…entao, mãos à obra…

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