rezar, contar e xingar

Fevereiro 21, 2007

Dizem que rezar, contar (mentalmente) e xingar só na nossa língua. Uma vez estava num trem em Madri. Tinha que colocar a mala na parte superior da cabine e não conseguia porque era pesadíssima ( era a volta depois de um ano na Europa). Quando pela segunda vez ela caiu na minha cabeça soltei um “puta-que-pariu” de dar gosto. Na hora um cara botou a cara prá fora da sua cabine e perguntou: “Brasileira?”
Nunca um “puta-que-pariu” foi dito na hora mais certa. A mala subiu para o lugar dela e pude viajar descansada e literalmente mais leve.
Os nossos xingamentos têm sempre a ver com putas e mães. Os espanhóis adoram cagar em coisas sacras. Os alemãe adoram merda. E os americanos e ingleses e afins sempre fodem.
Uma vez vi uma briga entre uma alemã e um italiano, que havia passado a mão na bunda dela. A garota deu uma bolsada na cara do cara e ele ficou gritando: ” Hitler, Hitler” e “Knoblauch”.
A primeira eu entendi. A segunda tive que perguntar à alemã, que não parava de rir.
Knoblauch quer dizer alho!